Produção de Texto do Ensino Médio

                No decorrer das três etapas deste ano letivo, nossos alunos redigiram várias propostas de redações em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre temas de ordem social, científica, cultural ou política. Somado a isso, nossos estudantes participaram de práticas diversas de leitura e de estudo de conteúdos linguísticos nos mais variados contextos: na escola, em casa ou em outros ambientes que frequentaram, lidando com linguagens o tempo todo.

De modo geral, a competência para produzir uma boa redação é cobrada tanto dos nossos alunos quanto daqueles que concorrem às melhores colocações no mercado de trabalho. Nunca se pode perder de vista que a tarefa de orientar o aprendiz no caminho do aprimoramento de seu texto é um desafio, apesar do consenso a respeito da importância de se saber escrever adequadamente.

Finalizando, nesse percurso, contamos com a colaboração e o engajamento dos professores de outras áreas e disciplinas e da coordenação, que - de forma interdisciplinar e em equipe - cooperaram significativamente para o trabalho contínuo da produção escrita do Ensino Médio do colégio Ágora. É fato que a prática constante a que todos nos devemos submeter não é somente a da escrita, mas também a da leitura crítica do mundo, pois esse é o verdadeiro caminho para a cidadania!

Abaixo, apresentamos algumas produções de texto dos alunos do Ensino Médio.

Redação da aluna, SABRINA SOUZA DE MOURA, do 1º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Efeitos dos procedimentos estéticos realizados no Brasil”.

                Historicamente, o Brasil presenciou, durante sua trajetória, diversas inovações no âmbito dos procedimentos estéticos; sendo assim, várias pessoas, na maioria das vezes, mulheres, se submetem a variadas situações de risco para alcançar a beleza e o corpo desejado.

                De acordo com pesquisas e estimativas, o mercado virtual da beleza apresenta anúncios de perfis com milhares de seguidores, prometendo glúteos, rostos e seios perfeitos; nota-se, portanto, que a busca pelo corpo dos sonhos atinge inúmeras pessoas que, influenciadas pelos padrões sociais de beleza impostos pela sociedade, acabam cometendo delírios pelo que é visto como belo na sociedade atual.

                Atualmente, a sociedade brasileira acompanhou nas mídias sociais o último resultado do procedimento realizado pelo médico Denis Furtado, conhecido como “Doutor Bumbum”, além de outros casos que, por fim, levaram à morte algumas pacientes. Enfim, o primeiro caso registrado foi o da bancária Lilian Calixto, de quarenta e seis anos, que morreu após um implante feito pelo médico anteriormente citado para levantar seus glúteos com PMMA (sigla para Polimetilmetacrilato).

                Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o produto é aprovado e indicado em situações muito específicas e em pequenas quantidades, no caso de pacientes com HIV; porém, essa substância não deve ser utilizada para preenchimentos corporais devido a uma série de complicações a longo prazo, tais como: deformações, degenerações de células do organismo, endurecimento, migração, alergia, que, desse modo, levam à morte muitas vítimas.

                Diante disso, uma possível solução para a questão seria a adoção de campanhas conjuntas entre o Governo Federal e a Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética (SBBME), adotando medidas para que a população apresente conhecimento sobre os produtos e os procedimentos disponíveis nas clínicas cirúrgicas, influenciando os pacientes a pesquisar sobre o tema e a consultar-se com cirurgiões especialistas em cirurgias plásticas aprovados pela SBBME, oferecendo a todos um bom pré e pós-operatório, expondo os riscos, as condições e os resultados para que novas mortes em nome da beleza e dos padrões sociais não ocorram devido à negligência médica brasileira.

Redação da aluna, JULIA MARTINS SCHULER, do 2º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Caminhos para combater a violência em sala de aula contra professores no Brasil”.

            Na sociedade em que vivemos, os índices de violência crescem gradativamente, e este é um problema que está cada vez mais impregnado dentro de nosso meio sociocultural. A desvalorização da educação no país, em conjunto com a violência é outro assunto que deve ser ressaltado, já que, nos últimos tempos, a mídia cada vez mais vem apresentando casos de escolas em que professores são agredidos, tanto moral quanto fisicamente, por alunos dentro da sala de aula. Porém, apesar de esses fatos estarem sendo mais divulgados, não são problemas que surgiram agora.

            Dentro da sala de aula, a figura do professor deve ser tomada como autoridade e deve existir uma relação de respeito entre aluno e mestre. Na teoria, é algo simples, mas na prática a margem de erro inicia-se quando o individualismo do ser humano se sobrepõe ao coletivo. Ou seja, a falta de educação, o egoísmo e o descaso dos alunos pela escolaridade é posto à tona. O professor, em muitas vezes, é incompreendido e colocado como alguém injusto, e é nesse contexto que a desmoralização começa, até evoluir para um caso de agressão.

            Em síntese, para que seja contornado o problema discutido, é preciso que haja uma intervenção realizada pelos pais para que ensinem, e discutam com seus filhos, a importância do respeito para com o professor. É necessário também que o Governo Federal crie campanhas de conscientização e as escolas promovam palestras sobre esse assunto. É preciso que penalizações também sejam criadas, mesmo que os casos ocorram com adolescentes menores de idade, porque todos devem aprender que todo ato tem sua consequência.

Redação da aluna, FERNANDA FIALHO LOPES, do 3º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Efeitos da justiça com as próprias mãos no Brasil”.

            A violência no Brasil é um fenômeno comportamental de agressividade complexo que envolve as bases históricas do país e que atinge toda a sociedade. Em adição, crimes vêm alcançando patamares assustadores e ganhando espaço nos noticiários; é até compreensível que a população reaja das mais diversas formas, tentando se proteger. No entanto, mesmo que haja falhas na segurança pública, tomar decisões sem ser por vias legais, como a de fazer justiça com as próprias mãos, não é a melhor solução.

            É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas desse problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser analisada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a morosidade por parte do judiciário rompe essa harmonia.

            Além disso, o mundo virtual está cada vez maior; com isso, a proliferação de “fake news” é ainda maior. Diante disso, várias pessoas se revoltam com acusações falsas e boatos, e tomam decisões precipitadas, que podem gerar consequências drásticas, como, por exemplo: levar a vítima de acusações ao suicídio, por não ter sequer o direito de se defender, sendo uma prova de que fazer justiça por conta própria está na contramão do que preconiza a Democracia dos Direitos.

            Portanto, fica evidente que a população deva procurar a fonte das informações espalhadas pelas redes sociais, a fim de não causar transtornos. Além disso, é de responsabilidade do Governo Federal garantir o Estado Democrático dos Direitos, investindo e preconizando na segurança pública e no sistema judiciário. As escolas, por sua vez, devem instruir seus alunos a considerarem inadmissíveis as barbáries que são cometidas por aqueles que procuram agir com suas próprias leis.

Redação do aluno, TALLES BHERING DE MATOS, do 3º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Efeitos dos procedimentos estéticos realizados no Brasil”.

            Com a forte presença da mídia no cotidiano dos cidadãos contemporâneos, a imposição e a valorização de pessoas públicas que integram o padrão de beleza pré-estabelecido são muito viáveis; desse modo, a tendência é que a sociedade também queira se adaptar, recorrendo a procedimentos cirúrgicos, mesmo com os possíveis riscos e complicações oferecidos às custas de agradar a si próprio e ao próximo por meio da aparência.

            Ademais, o número de clínicas e consultórios cirúrgicos teve um significativo aumento, buscando atender e persuadir os futuros pacientes. Entretanto, este lucrativo mercado, junto aos padrões estéticos, contribuíram negativamente com a autoestima de boa parte da população, especialmente crianças e adolescentes que, em diversos casos, sofrem “bullying” na escola por motivos relacionados à fisionomia.

            Além disso, a possibilidade de haver problemas pós-cirúrgicos ainda prevalece, sejam esses riscos revertidos para a saúde, convivência ou aos resultados não esperados sobre a mudança estética realizada. As sequelas provenientes podem até ser definitivas, como cicatrizes e deformações, causadas por produtos químicos que são aplicados durante o processo estético e por ineficácia dos médicos responsáveis que porventura não sejam qualificados de forma educacional e profissional, atuando, assim, em locais inapropriados.

            Portanto, para amenizar os efeitos dos procedimentos estéticos no Brasil, poderiam ser divulgadas campanhas de valorização da beleza natural que excederiam os padrões estéticos impostos, seja do homem ou da mulher, bem como o Governo brasileiro poderia contribuir, com o auxílio de cirurgiões qualificados, na fiscalização de clínicas de plásticas e da segurança do paciente.

REDAÇÕES DOS ALUNOS QUE SE DESTACARAM NA PRODUÇÃO DE TEXTO DO ENSINO MÉDIO

Redação da aluna, LARISSA FONTES DE CARMO, do 1º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Efeitos do descaso com a cultura e a memória nacional brasileira”.

            Na noite do dia 2 de setembro de 2018, perdemos um de nossos maiores enfoques físicos de nossa história, o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, que foi consumido quase em sua totalidade por um incêndio. Por consequência, a cultura nacional perdeu 20 milhões de itens históricos importantes para todo o mundo.

            A antiga instituição científica foi fundada por Dom João VI em 1818, onde lá se guardavam peças únicas de valor histórico para a humanidade. Itens e pesquisas importantes para a ciência paleológica, antropológica e etnológica viraram cinzas. Não podemos nos esquecer de que o Museu também pertencia à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); sendo assim, importante para o ensino e conhecimento dos universitários. Um dos únicos objetos a resistir à catástrofe foi o meteorito Bendegó. Muitas peças raras do Brasil, Egito e das redondezas da América do Sul foram perdidas devido ao descaso do Governo Federal com a nossa cultura.

            Sabe-se que o Museu enfrentava bastantes dificuldades financeiras por causa da fala de verba. Também sabe-se que o Museu enfrentava problemas elétricos, sobre os quais os técnicos já haviam avisado que, em qualquer momento, poderiam resultar em um incêndio. O descaso e o mau cuidado do Governo Federal para com a cultura nacional e mundial foram plenamente identificados, tendo como consequência a perda do mais antigo Museu brasileiro.

            Em virtude dos fatos apresentados, podemos concluir que é necessário, nós, brasileiros, cobrarmos do Governo Federal a restauração do Museu, promovermos campanhas e convocarmos a mídia para ter alcance mundial o fato de que precisamos ter mais cuidado com nosso patrimônio de histórias, transparecendo, assim, para o Congresso Nacional, que temos que investir e dar prioridades para a cultura nacional brasileira.

Redação da aluna, JULIA RIBEIRO ANDRADE FERREIRA, do 3º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Efeitos do descaso com a cultura e a memória nacional brasileira”.

            De acordo com a História, sabe-se que o Museu Nacional, a mais antiga instituição científica do Brasil, foi residência da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, e depois se tornou patrimônio histórico e artístico nacional. Desde que se tornou museu, o edifício depende da ajuda pública para se manter e, por isso, na contemporaneidade, uma temática que se pauta como digna e merecedora de destaque diz respeito aos efeitos do descaso com a cultura e a memória nacional do Brasil. Nesse contexto, cabe avaliar os fatores que intensificam a problemática: a falha governamental como fator causal e a situação precária dos monumentos históricos brasileiros como principal consequência.

            Primeiramente, é fulcral apontar a falha governamental em relação à cultura brasileira. Isso se deve à redução ou falta de verbas destinadas a esse setor, em que muito dinheiro é desviado. Como exemplo, cita-se a redução de verbas destinadas ao Museu Nacional nos últimos anos, sendo que em 2018 chegou ao instituto apenas R$33 mil, valor bem inferior aos anteriores. Em razão disso, tem-se o descaso com os patrimônios nacionais, deixando cada vez mais a cultura e a história brasileira de lado.

            Em segundo lugar, torna-se fundamental discutir a precariedade dos museus nacionais. Como supracitado, isso se deve à falha governamental em relação às verbas destinadas a esses institutos. A exemplo disso, julga-se o recente incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, resultado de uma série de denúncias sobre o descaso. Por conseguinte, vários itens da história do Brasil foram destruídos pelas chamas em poucas horas.

            Portanto, ficam claros os efeitos do descaso com a cultura e a memória nacional. Dessa forma, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cultura, órgão responsável pelas formas de expressões da cultura nacional, podem investir nesses patrimônios, por meio do aumento de verbas destinadas à manutenção do patrimônio histórico, com o intuito de atrair visitantes aos museus e preservar a memória.

Redação da aluna, ANA CAROLINA PALAZZO GONGORA, do 3º Ano do Ensino Médio, cujo tema é: “Caminhos para combater a violência em sala de aula contra professores no Brasil”.

            No Brasil, a naturalização da violência se vê cada vez mais presente na sociedade, sendo “bombardeada” uma série de notícias em meios de comunicação, envolvendo essa temática, o que afeta o dia a dia dos brasileiros e se torna algo comum para crianças em idade de formação, que vivenciam essa situação diariamente. Além disso, muitos jovens não possuem estrutura familiar. Essas questões, claramente afetam as relações escolares, sobretudo entre alunos e professores.

            Todos os dias, lidamos com questões relacionadas à violência, sendo a segurança pública uma das questões mais discutidas no Brasil. Mas, de que maneira isso afeta as crianças e as relações escolares? Os menores em idade de formação convivem com notícias violentas diariamente, o que faz com que os mesmos lidem com essas questões com normalidade, podendo afetar a maneira com que tratam uns aos outros, respondendo à sociedade com o que aprenderam: violência.

            Além do mais, muitos jovens, em especial, aqueles de baixa renda, não possuem estrutura familiar, sendo a família a primeira instituição social na qual se insere o indivíduo, e de extrema importância para futuras relações sociais. Também podemos citar o ambiente de forma influenciável, como, por exemplo, as favelas, em que a violência é constante.

            Sendo assim, é necessário que a instituição familiar dê apoio e eduque os filhos para as vivências em âmbito social, juntamente com a escola, que deve fornecer a educação inicial com profissionais capacitados. Também se faz de extrema importância a formação de uma equipe de psicopedagogos competentes, que atuem nas escolas, dando apoio a alunos e professores, para um maior envolvimento compreensivo e de boa relação interpessoal entre si.

            Caros alunos,

            Segundo João Jonas Veiga Sobral, “Para escrever não é necessário o dom da escrita, dos privilegiados, para escrever basta um pouco de técnica e dedicação.”. Considerando essas sábias palavras, eu os parabenizo por sua dedicação, seu compromisso e êxito ao trabalho de redigir textos. Continuem se comprometendo ao trabalho da produção escrita sempre!

            Um forte abraço a vocês, por seu empenho, com muito carinho!

Prof. Fernando Garcia

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